Para ler ouvindo Sharon Jones & The Dap-Kings – Naturally – This Land Is Your (link)
Ao voltar as aulas, minha rotina diária recomeçou.. aula/trabalho/entreter a mente.
Como minha semi férias me impediu de estar em dia com o calendário cinematográfico, tive que bater ponto no Cinemark dois dias seguidos (depois de atingir 2500 pontos no CineSystem e não ganhar nada de mais [dois ingressos e uma pipoca] estou reconsiderando na hora de decidir por qual estabelecimento escolher).
Segunda-feira foi o dia de rever o sempre policial, viúvo, com filhos mortos ou raptados, buscando vingança Mel Gibson. Em Edge of Darkness, no Brasil como O Fim da Escuridão, volta-se a colocar Gibson em seu único personagem. Desde Mad Max, passando por Coração Valente, a série Maquina Mortífera, até O Patriota, ele é sempre movido por alguma espécie de vingança. Até no magnifico Sinais, essa idéia está semi presente. Isso não é necessariamente uma coisa ruim. Tá bom que aquela idéia de homem indestrutível, apelações foda etc, cansa um pouco, mas tudo bem, that’s what we sign for quando compramos o ingresso de um filme de Mel Gibson.
Esse é o problema de O Fim da Escuridão, o processo de vingança da filha de Thomas Craven (Gibson) é muito “intermediário”. É mais do que um Pai comum faria com certeza, mas não chega ao pés de Liam Neeson em Busca Implacável, e muito menos do que Denzel Washington em Chamas da Vingança. O filme não é horrível por isso. Não quero também exigir muito do quase sessentão. É sempre bom ver Mel Gibson na tela. Não é um ótimo ator, mas é muito carismático. Minha mãe como eterna fã, adorou. Já meu pai, foi mais whatever.
[ATUALIZAÇÃO: em uma entrevista num programa de TV para divulgar Edge of Darkness, Mel Gibson xinga o reporter depois que este começa a falar merdas constantemente sobre o problema que Gibson teve com bebidas:]
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Terça-feira, o contexto era outro, o tema era outro e principalmente, o protagonista era outro, sem querer desmerecer Gibson. Mas desse cara eu sou fã, na verdade, muito fã (principalmente depois de Michael Clayton).
No drama/comédia Up In The Air (me recuso a falar “Amor Sem Escalas”, WTF?, não para esse filme, mesmo) George Clooney é tão foda, que ele te conquista já na introdução do personagem. Antes disso, Up In The Air inicia com uma das aberturas mais legais e interessantes que eu já vi no cinema. A música, a montagem e as fontes em perfeita harmonia. Ali eu já podia dizer que o filme seria bom.
Não vou entrar em uma crítica “aprofundada” e dar uma de Isabela Boscov ou Pablo Villaça. Veja o trailer e veja o filme. Mas alguns detalhes valem ser ressaltados. Clooney, como profissional em demitir outros profissionais, vive constantemente com pessoas mas ao mesmo tempo não.
Ele desenvolve esse personagem tão bem que você literalmente consegue vivenciar a mesma experiência que ele está passando. E da mesma forma que Ryan (Clooney) se transforma ao decorrer do filme, você também literalmente sente todas essas mudanças dentro de ti ao ver o filme. Passando pelos mesmos processos que ele, do cume ao precipício. Somado a isso, a belíssima direção de Jason Reitman, que já nos presenteou com os também tocantes Obrigado Por Fumar e Juno.
Ao meu ver, esse tipo de filme, onde o roteiro e os personagens conseguem realmente mexer com o telespectador, são os melhores. E George Clooney tem feito isso muito bem ultimamente. Somado a isso, a belíssima direção de Jason Reitman. Que já nos presenteou com Obrigado Por Fumar e Juno (trailers se você clicar em cima).

"You know that moment when you look into somebody’s eyes and you can feel them staring into your soul and the whole world goes quiet just for a second?"
É difícil dizer, pois ainda não vi todos os outros indicados a Melhor Ator no Oscar, mas aposto em Clooney. Já como melhor filme, é quase impossível concorrer com Avatar. De qualquer forma, vale muito o ingresso. Tirando ou colocando na mochila as coisas ao nosso redor e as pessoas, nossas vidas podem ser resumidas a isso, ou não (tem que ver o filme pra pegar essa).

PS: Ontem a série mais relevante, odiada e amada dos últimos anos começa a sua última temporada. Não preciso nem dizer qual é. Essa semana ainda, algum parecer no andifyoudontknownowyouknow.wordpress.com .
PS: Desculpem o texto meio mal estruturado, foi feito num bloquinho de notas durante a aula e polido na correria do trabalho!
















